sábado, 26 de abril de 2008
Ensaios
terça-feira, 22 de abril de 2008
Machim, Lenda ou Realidade (II)
- Sinto-me muito doente... muito! - confessára ella ao esposo; que, por sua vez, experimentava amarguras mui difficeis de descrever.
- Sinto-me morrer lentamente!... Tou farta de rapiçar... Não aguento nada cá dentro...
- Não digas isso, por Deus, que me esmagas o coração!...
- E a tempestade? Acabou? ...
- Está muito diminuída, minha querida Anna. Precinto terra ao longe... ainda à pouco uma gaivota me cagou em cima..."
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Captain's Log - TOMO IV

A viagem vai ser mais curta... mas o que me chateia é as formalidades. Chegar, ancorar, vomitar (que eu enjoo e já não há Vomidrine), dar nome a aquilo... enfim. Ainda por cima o chato do Tristão vem comigo. Tenho saudades daquelas tardes passadas em concursos de arrotos com o Fifinho (Infante D. Henrique)”
...’Tou farto destes gajos... só por causa disso vou obrigá-los a comer coelho hoje outra vez. E quem tá de cozinheiro é o Tristão... eh! eh! eh! Toma!”
Eu não sou esquisito por isso lá se foi queimar aquilo... agora é só esperar que apague!...
quarta-feira, 16 de abril de 2008
In Jornal da Madeira - 16 de Abril de 2008
COM.TEMA estreia peça a 17 de Maio
“A História “Rapidinha” do Funchal” é o nome da próxima comédia da COM.TEMA que será levada ao palco do Teatro Municipal Baltazar Dias de 17 a 31 de Maio. Esta comédia conta com as interpretações de Nuno Morna, Paulo Lopes, Pedro Ribeiro, Tiago Góis Ferreira, Mara Abreu e Marta Garcês.
A COM.TEMA (Companhia de Teatro da Madeira) vai levar à cena um novo espectáculo intitulado “A História “Rapidinha” do Funchal”, com textos de Pedro Ribeiro e de Nuno Morna, e que será apresentada de 17 a 31 de Maio no Teatro Municipal Baltazar Dias.
Com a ajuda de mais um actor, o jovem Tiago Goes Ferreira (apresentador do programa “Irreverências” da RTP-M), Nuno Morna, Pedro Ribeiro e Nuno Lopes vão contar praticamente toda a “história” do Funchal, sem sair do palco, ao longo de cerca de 90 minutos. A este elenco juntam-se também Mara Abreu e Marta Garcês que tiveram uma boa prestação em “Comichão Europeia”, a peça estreada pela COM.TEMA no ano transacto.
“História “Rapidinha” do Funchal”, refere Nuno Morna, é «uma comédia absurda. Tudo o que ali se ouve é perfeitamente irreal... ou não. E é desta cidade que amamos que vamos falar. À nossa maneira. Como sabemos bem-fazer.
Cada actor interpreta diversas personagens (30 no total), utilizando adereços básicos.
Com mais uma estreia, a COM.TEMA continua a pretender afirmar-se com o seu Teatro apoiado na modernidade, tendo por isso iniciado a sua actividade há sete anos, apresentando em 2002 uma produção de enorme impacto visual “Sax”, nomeada para o Prémio Nacional de Cenografia. Seguiram-se as peças “Vou-te Bater!” (2003), “Vou-te Bater... Outra Vez!” (2004), “Choque Tecnológico” (2005), Vou-te Bater!...O Regresso!” (2006) e “Comichão Europeia” (2007). Agora, a companhia de teatro, criada por Nuno Morna, promete provocar ainda mais gargalhadas com "A História "Rapidinha" do Funchal".
In Diário de Notícias Madeira - 13 Fevereiro 2008
O espectáculo 'história rapidinha do funchal' estreia no dia 17
Data: 13-02-2008
Retratar em palco os principais momentos da história do Funchal sob um ponto de vista cómico sem desprestígio ou humor barato é a principal meta da nova comédia que estreia no dia 17 de Maio, no Teatro Municipal Baltazar Dias.
Chama-se 'História Rapidinha do Funchal' e é o nome do novo espectáculo da autoria da COM.TEMA - Companhia de Teatro da Madeira que juntará em palco quatro actores - Pedro Ribeiro, Nuno Morna, Paulo Lopes e o estreante Tiago Goes Ferreira -, cujo argumento conta com a colaboração técnica do conhecido historiador e professor doutor Rui Carita.
Interacção com o público
Acção 'non-stop' em palco a um ritmo frenético, intercalada por projecções de filmes: os quatro intérpretes estarão sempre em palco, nunca se retirando para os bastidores; cada actor fará diversas personagens (cerca de 30), utilizando adereços básicos para o fazer; a acção não se limitará ao palco, sendo possível ver, inclusive, os actores nos camarotes e na plateia.
"Entre os momentos ao vivo no palco, resumos 'rapidinhos' da história mundial e várias personagens da actualidade semeadas no meio do passado, a 'História Rapidinha do Funchal' vai dedicar-se a ilustrar vários momentos significativos e satirizáveis da história da cidade", explicou Nuno Morna, também responsável pela COM.TEMA. "Como termo de comparação, serão projectadas também excitantes imagens sobre a estonteante evolução do Porto Santo ao longo dos anos", acrescentou.
De Zarco e Colombo ao Açúcar
A lista dos momentos inclui diversos temas, entre os quais: 'Madeira A.Z. (Antes de Zarco - A Pré-história da Madeira)', 'Porto Santo A.Z.', 'A Chegada dos Navegadores ao Funchal' (e se tivessem desembarcado noutro local da ilha; reflexões sobre a origem do nome Madeira), '15 Anos A Arder (A história da grande queimada)', 'Porto Santo no Século XV', 'Colombo na Madeira' (onde se abordará a possibilidade do navegador ser alentejano, hipótese defendida por Manoel de Oliveira no seu mais recente filme e desse 'alentejanismo' ter sido disseminado particularmente por Cuba e Porto Santo) e 'O Desenvolvimento da Agricultura em Socalcos e o Início do Ciclo do Açúcar'.
"O critério de selecção desses mesmos momentos será também humorístico, embora sejam também retratados momentos marcantes da história de Portugal e do Mundo", adiantou.
Outros temas abordados serão 'A Invenção da Poncha', 'Os ingleses, o Vinho e o Século XVIII', 'O Fenómeno da Emigração e o Início da Diáspora Madeirense (Venezuela, África do Sul e Havai)', 'A Fundação dos 3 Grandes da Madeira', etc.
A comédia vai estar em cena até ao dia 31 de Maio, no Teatro Municipal Baltazar Dias.
Seis anos de actividade
"A COM.TEMA pretende mais uma vez apresentar um produto de produção e execução regional, mostrando assim a qualidade de quem trabalha nesta área de intervenção, dignificando a cultura da Madeira".
"A COM.TEMA pretende afirmar o seu teatro apoiado na modernidade, tendo por isso iniciado a sua actividade há seis anos, estreando em 2002 uma produção de enorme impacto visual: 'Sax... Ou As Coisas Que Eles Dizem', que esteve nomeada para o Prémio Nacional de Cenografia".
"Elegendo como área de intervenção o teatro da banalidade e do dia-a-dia, entende a COM.TEMA que o teatro da Região tem condições para se afirmar no panorama nacional como um dos melhores e mais produtivos de todo o país".
João Filipe Pestana
domingo, 13 de abril de 2008
Machim, Lenda ou Realidade (I)
Ele era saraus atrás de saraus até que o velho escolhe o chaço que pretendia casar com a filha. Tratava-se do duque de Walingford, um canastrão mal amanhado mas cheio de guita que sempre que botava o olho na esbelta donzela todo se babava.
Um belo dia a mãe de Ana, pois era esse o nome da miúda, chamou-a a um canto e pergunta-lhe:
- Creio que amas, minha filha!
- Minha mãe? – respondeu Ana encostando sua loura melena ao peito farto da sua progenitora.
- Para que me occultas um sentimento que revelas nas tuas próprias palavras, e que os teus olhos ajudam a denunciar? Abre o teu peito à tua mãe amiga, e conta com o meu auxílio que nunca te foi vedado…
- É verdade mãe… eu amo outro!
- E seu nome?
- Roberto Machim… garboso fidalgo… macho como nenhum!
- Pois bem occulta o mais possível essas relações honestas com o jovem bretão e aguardemos ensejo próprio de revelar a teu pae as tuas inclinações…
E assim fizeram.
Machim também já tinha confessado os seus amores a um primo. Enchia-lhe o olho a bela rapariga e sempre que com ela falava sentia-lhe o peito a arfar profundamente como que cheio de desejo.
É assim que o macho Machim vai falar com o pai de sua amada, que logo lhe pergunta pelo seu extracto bancário. E foi aí que a porca torceu o rabo uma vez que Roberto era um teso do caraças que nem crédito tinha para comprar um ferro de engomar na Rádio Popular para começar a pagar só em Agosto.
Mas cada vez que via Ana e esta arfava convulsivamente perdia a cabeça e foi assim que, um belo dia, decide raptar Ana d’Arfet e com ela fugir.
Um dia em que toda a família estava a jantar com os amigos junto à piscina do hotel onde passavam umas férias e estando já Ana na cama mesmo sendo só nove horas, Roberto entrou-lhe pelo quarto e raptou-a, com ela fugindo para a marina de Mourish Village onde roubou um barco e se fez ao mar.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Captain’s Log – TOMO III

No último episódio, Zarco estava prestes a ser assado pela própria tripulação quando descobriram Terra... Depois de 10 dias de folga na estância balnear do Porto Santo, os nossos bravos heróis preparam-se para, de novo, encetar uma aventura rumo ao desconhecido.
11/11/1419 – Data estelar 1, 2, 3, DE OLIVEIRA, 4
“Decidi chamar a este sítio Porto Santo. Em primeiro lugar porque é um Porto... segundo, porque apareceu já depois de termos rezado aos nossos santinhos todos. Terceiro, porque a tripulação assim o exigiu. Por minha vontade tinha ficado Ilha Zarcarolhas. Disseram que eu era um arrogante e um egocêntrico... Sou mas é um incompreendido.”
18/11/1419 – Data estelar 7 FIGO, 13 EUSÉBIO, 21 NUNO GOMES, 17 CRISTIANO RONALDO
“Já lá vão 17 dias desde que viemos aqui parar e nem sinal do Club Med... Estou triste. Sacana do Fifinho (Infante D. Henrique) deve estar no Hotel da Quinta do Lago neste momento... Também não faz mal! A praia aqui é fixe e há muito que beber e comer. O Perestrello largou aqui uns coelhos... Amanhã vamos apanhar umas ondas!”
21/11/1419 – Data estelar 6, 5, 4, 3, 2, 1 descolagem!
“Deu mau resultado ir apanhar umas ondas. Devia ter tido juízo... desde que perdi um olho já não consigo ter uma boa noção das distâncias e das direcções. Estava a surfar um vagalho de 2 metros e não me apercebi que estava a ir contra o Ilhéu do Ferro.
01/12/1419 – Data estelar “PROPRIETÁRIO DO VEÍCULO 44-32-vv, POR FAVOR DIRIJA-SE À RECEPÇÃO”
“Só hoje saí da enfermaria! A tripulação está toda dormente... Este sítio é bom é para o descanso, mas a malta tem objectivos a cumprir. Não mudaram o nome do ilhéu... Estou triste. O Tristão Vaz disse-me que há Terra mais para oeste daqui da praia... Eu já tinha reparado, não 'tou é para saír daqui... Os coelhos do Perestrello andam por todo o lado... A tripulação está farta de coelho guisado... Também são uns chatos, porra! Amanhã levam com sopa de verme para matar saudades.”
08/12/1419 – DATA ESTELAR 9x9, 81, 7 MACACOS E TU ÉS UM!
“O chato do Tristão Vaz já está farto de me partir a cabeça com a história da Ilha Grande que há aqui ao lado. Eu já lhe disse p'ra ter calma mas ele veio-me com tretas que eu é que sou o líder, e tenho de dar o exemplo, e tenho que ter iniciativa e ir até lá e o caraças...
(CONTINUA)
PMRibeiro
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Em Busca do Curral Encantado (II)

Muitos de vocês questionam as origens de alguns super heróis. O homem aranha, que foi picado por uma aranha e desatou a saltar pelos prédios e a incomodar todo a vizinhança. O Super-Homem, que veio do planeta Krypton e voava, voava, voava que nem o Fernão Capelo Gaivota. E o Batman? Alguém sabe? Pois bem meus amigos, o Batman veio do CURRAL! Não acreditam?
Recordo que durante o ataque dos piratas franceses à Madeira no séc. XVI, as freiras do Convento de Santa Clara fugiram para um curral. Como é que as freiras, coitadinhas, chegaram lá sozinhas? Ajuda divina? Naaaa… Desta vez essa não pega! Só vejo uma explicação possível. Não eram freiras vulgares…. MAS SIM SUPER FREIRAS com SUPER PODERES!
Eis que subiram, subiram e subiram até o cimo das montanhas. E depois (ali como quem vai para a Eira do Serrado) planaram disfarçadamente na penumbra, com os seus hábitos escuros e toucados voadores até ao Curral tão desejado!
E deste poderoso curral encantado, habitado por freiras voadoras, pastores famintos e escravos injustiçados nasce BATMAN (no Curral conhecido como o destemido Bate-me), o homem morcego!
Não perca o próximo BATE-ME e as freiras voadoras, num cinema perto de si!
terça-feira, 1 de abril de 2008
Duas razões para Zarco e Vaz Teixeira estarem no 1º lugar do Ranking Regional dos Descobridores mais toscos de sempre.
1º Razão: Pelo nome dado à ilha “Porto Santo” - revela IMENSA criatividade…
Após largas temporadas perdidos no mar…eis que se avista um ponto no meio do oceano!
Zarco: Olha Tristão...terra à vistaaaaaaa!
Tristão:: Estamos salvos!!!!
Zarco: Temos de Baptizá-la… hum… vejo muita areia… podíamos chamá-la de… Ilha … hum…Areieta
Tripulantes: Não…
Vaz Teixeira: Não me parece… olha tem algumas palmeiras:
Zarco: Palmeireta?
Tripulantes: Não…
Zarco: Palmeirosa?
Tripulantes: Não….
Zarco larga um atchim daqueles em que salta ranho para todo o lado: ATCHIMMMMMMMMM!
Tripulação: SANTO!
Zarco e Vaz Teixeira: Boa ideia marujos!
Zarco: Santo será…Porto Santo!
E Porto santo ficou.
Escusado será dizer que usaram a mesma estratégia aquando da descoberta da madeira.
2ª Razão: Pela Ordem Das Descobertas
A primeira Ilha descoberta foi o Porto santo no ano de 1419… e quer dizer... quem é bronco o suficiente para só um ano depois descobrir a Madeira?!!!
Convenhamos… a Madeira é uma pulga no meio do pelo de 1000 cães juntos, mas o Porto Santo é um peido de uma pulga no meio de 1000 cães juntos.
Saudações
M&M